Não vivo de poesia, vivo a poesia.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Essa fase vai passar

Como num joguinho de vídeo game que possui fases, assim parece ser os nossos momentos diários.

O grande problema não é a fase, o momento difícil, o problema é quando você perde a esperança ou a confiança de que tudo isso vai passar e vai se resolver. 

O desafio do seu momento será a virtude de saber lidar com ele, e nunca desistir de vencer.  

Tirar os sonhos ou a alegria é tirar a vida e deixar que a pessoa morra aos poucos. Não permita que tirem os sonhos de você, não permita que tirem o sorriso dos seus lábios. 

Não seja refém dos seus sentimentos, como se sorrir fosse errado, como se sonhar, fosse impossível.

Certa frase (Amelie Poulain) diz que "são tempos difíceis para os que sonham". Os tempos podem ser difíceis, e de fato são, mas se for preocupar com as dificuldade, nunca haverá tempo de sonhar. 

Sonhe mesmo em meio às tempestades, não tenha medo de sonhar.

Use sua fé, pois isso o que se passa com você é só mais uma fase. Mude seus pensamentos de destruição para construção, de negativismo para positivismo. 

Você deve acreditar que Deus está te protegendo e Ele vai celebrar com você cada fase avançada, pois ele nos criou para a honra e não para desonra. 

Lorena Sabino, Goiânia, 25 de março de 2016.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Se Soubesse

Você chora inconstante
E em apenas um instante
Pensa que tudo se perdeu
Sua linha de raciocínio
Vai por apenas uma via
A que chega a um fim
Um fim sem saída
Meu Deus!
Que martírio
Eu até que queria
Mas não sabia
E os sentimentos são meus
Se eu soubesse
Até evitaria
Mas que agonia
Se ficasse, não mais suportaria
Então tome o meu adeus.

Lorena Sabino, Goiânia, 29 de janeiro de 2016.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Como escolher o tema da sua monografia

       Chegou 2015, e com ele mais responsabilidades. Em um ano muitas coisas podem acontecer, mas só se você estiver disposto a fazê-las. Nesse ano tenho que acelerar minha vida profissional, começando pela minha monografia, que agora abro um espaço para falar sobre ela. 
          Escolhi um tema simples, mas que me interessa: 

a defensoria pública como forma de inclusão cidadã. 

          Desde que li o livro As Misérias do Processo Penal de Francesco Carnelutti no meu segundo ano de faculdade, comecei a olhar diferente para os Direitos Humanos e para a figura do indivíduo como cidadão concernente de direitos e deveres. A luta de classes por direitos sempre esteve na história, e por essas lutas, hoje temos a oportunidade de estudar Direito. A Defensoria nada mais é que uma grande conquista política e social que o Brasil está aprimorando, tendo respaldo na Constituição Federal em seu art. 134. Ela hoje, costumo pensar, é uma das mais grandes provas que um programa constitucional deu certo. Um programa que busca conceder ao indivíduo a oportunidade de estar adquirindo direitos sem nenhum gasto econômico de sua parte, tornando assim o indivíduo não só um individuo, mas um cidadão mais completo.


"Quem se perdeu pelo caminho precisa de ajuda, e não de desprezo."
-Luis Roberto Barroso-

         Minhas dicas:
  • Se identificar com algum assunto, isso não é simples quanto parece. Em algum momento da sua faculdade alguma matéria lhe chamou mais a atenção, aquela que você teve facilidade, que foi fácil, que foi polêmica, que abriu seus horizontes, etc. 
  • Ter vontade de falar sobre ele, porque você ficará um bom tempo amassando o barro com o seu tema;
  • Escolher um tema que tenha uma quantidade razoável de livros, doutrinas, revistas, etc, porque depois o aluno fica igual louco procurando os livros, e o tempo vai se passando, antes da escolha observe isso;
  • A monografia é um desafio e uma oportunidade de crescimento na sua área, escolha um tema que seja importante pra você, não só porque seja fácil, mas tem que haver um grau de importância tanto pra você, como para a sociedade. É um fechamento de curso, um encerramento de seus estudos, faça valer a pena, não faça por fazer, faça com o coração. Você vai conseguir!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Razão, Não

Todos falam da razão
de sua competência
em saber de tudo

Quem tem razão?

Diante de todos os momentos 
mais felizes que já tive
em nenhum deles pensava na razão

Quando se sorri, ninguém 
quer saber de quem foi a razão
ou se ela está presente

As coisas mais loucas e as mais intensas 
Desculpe, mas não pensava em ti:
razão.

Lorena Sabino, Goiânia, 17 de outubro de 2014.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O Evangelho Maltrapilho

          Há uma barreira ao amor que merece atenção especial porque é muito crucial ao segundo chamado de Jesus Cristo: o medo. A maior parte de nós gasta tempo considerável adiando coisas que deveríamos estar fazendo ou gostaríamos de fazer ou queremos fazer - porque temos medo de fazer. Temos medo do fracasso. Fugimos dele e o evitamos devido ao nosso desejo desordenado de ser apreciado pelos outros.
          Cada um de nós paga um alto preço por nosso medo de cair de cara no chão. à medida que ficamos velhos seguimos fazendo apenas aquilo que fazemos bem. Não há crescimento em Jesus Cristo sem alguma dificuldade e embaraço. Se devemos nos manter crescendo, devemos permanecer correndo o risco de fracasso ao longo de toda a nossa vida.


          " Enquanto permanecerem lutando por alguma coisa, os homens estarão sempre cometendo erros" - Goethe


          Não estamos dispostos a admitir o fracasso na nossa vida, porque em parte, é um mecanismo de defesa da natureza humana contra suas próprias inadequações. Mas, ainda mais do que isso, por causa da imagem de sucesso que nossa cultura exige de nós. Mesmo que fôssemos capazes de viver uma vida sem conflito, sem sofrimento e sem erros, seria uma existência rasa. O cristão profundo é o cristão que fracassou e aprendeu a viver com isso.
          Que a oração de Nikos Kazantzakis erga-se dos corações num tom apaixonado de amorosa percepção:

              Sou arco em tuas mãos, Senhor.
              Estenda-me, para que eu não perca a utilidade.
              Não me estendas além da conta, Senhor, posso quebrar,
             Estenda-me além da conta, Senhor - e daí se eu quebrar?



O Evangelho Maltrapilho / Brennan Manning. - São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Um Dia

Houve um dia,
Aquele dia,
Quantas lembranças boas,
Intermináveis...
Foi quando alguém
Inusitadamente 
Gritou:
Amanhã há de ser um outro dia,
Um novo dia...
E eu pensei comigo
- Sempre há de existir um outro dia,

Um novo dia para sorrir.
Quantos rostos, 
Quantos lábios,
De que serviriam se não pudessem 
Simplesmente,
Sorrir.

Não Foi Dessa Vez

Não foi dessa vez
que eu consegui
Melhor eu esteja,
na próxima
Eu perdi.
Honra ao mérito
a quem conseguiu
ao menos perdoar
e ser perdoado.

Lorena Sabino, 01 de outubro de 2014.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Mudando o Quadro

     Existe uma força dentro de nós, ela só precisa ser despertada. Eu acredito que as pessoas podem mudar para melhor. A vida é uma constante escola, todo dia é um novo aprendizado. Quem não acredita na mudança, infelizmente está desacreditando de si mesmo. A mesma força que você obtém por acreditar na mudança, deve ser a mesma força na qual te fará mudar. Se acredita pouco, pouco mudará, se acredita muito, muito mudará. Não adianta só acreditar, tem que de fato mudar.
      Na maioria das vezes as pessoas tendem a mudar por necessidade. Mudar o que? Mudar de vida, de pensamento, de caminho, de ideia, de roupa, de casa, de carro. Acontece que, ano após ano, ou somos obrigados a mudar, ou despertamos naturalmente para tal hipótese. Às vezes somos obrigados por uma real necessidade que a vida impõe, reconhecemos essa necessidade e fazemos nossa escolha. Decidimos então mudar, por exigência de um trabalho, de uma faculdade, de uma religião, ou até mesmo por caráter e por educação.
    Todavia, essa mudança que considero para melhor, tem que fazer bem a quem se dispôs ao sacrifício. Mas ora, se é para melhor é claro que fará bem, entendemos que sim, até mesmo porque ninguém consegue permanecer naquilo que não o faz bem. 
       Assim como a vida é feita de fases, o seu processo de mudança também terá fases e obedecerá a um disciplinador chamado tempo. Cada transformação tem o seu tempo, a sua dor, as suas renúncias. Assim como a águia decide se vai viver mais, arrancando suas próprias partes do corpo, para a auto regeneração, não será muito diferente com você. Porque isso não é apenas uma metáfora comparativa é o que de fato a vida é. Mude enquanto é tempo, desperte a força que há dentro de ti. 

OBS: Existem casos onde as pessoas não enxergam a capacidade de transformação, dizem ser impossível, e às vezes é verdade. Mas conheço alguém que um dia decidiu enfrentar um processo não de regeneração, mas de morte, não para si próprio, mas para mim e para você, e esse alguém é Jesus Cristo. Não poderia diante desse pequeno texto sobre mudança e transformação, deixar de falar em quem tem total poder para te fazer um mais que vencedor.

Obrigada!

Lorena Sabino, Goiânia-GO, 12 de agosto de 2014.
                                      

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Se eu não chorasse

Se eu não chorasse,
seria um ser sem alma vagando pelo mundo
Se eu não chorasse,
meu coração padeceria sem emoção
Se eu não chorasse,
minha vida seria uma eterna ingratidão
Se eu não chorasse,
nunca saberia o sabor de uma lágrima de um consolo profundo
Se eu não chorasse,
seria uma presa constante da dor
Se eu não chorasse,
simplesmente não teria forças para depois sorrir.

Lorena Sabino, Goiânia, 23 de julho de 2014.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Kit solidão

               Ninguém gosta de ficar sozinho por muito tempo. Digo, em casa, vivendo só. Quem mora sozinho sabe disso. Ao não ser que seja alguém que goste da solidão e se habitua fácil.
                 Não é qualquer pessoa que consegue, às vezes a solidão tormenta mais do que um estádio cheio de torcedores - não que isso seja algo ruim, só citei como um exemplo.
                A solidão tem seus benefícios, cura a alma. A todo tempo fica-se refletindo sobre tudo e sobre nada. Não existe ninguém para te incomodar, não existe compartilhamento, a TV é só sua, o computador é só seu, a cozinha é só sua. Chega a ficar tão maçante, que quando chega alguém na sua casa e começa a sujar tudo, vai passando um filme na sua cabeça, de tudo o que você limpou e de tudo que vai ter que limpar de novo. Não zombe leitor, foi constrangedor mostrar meu egoísmo.
              Quando ainda não há o que se fazer, procura-se o que fazer. Sempre há o que se fazer, adquira o kit solidão, ou melhor, faça o seu. Faça suas devoções diárias, manhã, tarde, noite, ou de madrugada. Depois outra coisa importante, procure fazer suas próprias refeições, vai adaptando os dotes culinários, cozinhar é uma arte, queimar o arroz faz parte. Depois, tenha consigo seus melhores filmes. Procure filmes que te façam pensar, filmes chocantes, inteligentes, incríveis, ou simplesmente uma comédia ridícula, pode até ser ridícula, mas tem que te fazer rir. Leia, sempre leia algo, escreva, estude, tente adquirir este hábito.
              Depois disso tudo, uma hora ou outra alguém vai aparecer na sua vida, e quando isso acontecer esse tempo seu nunca mais vai voltar, porque a sua vida não será a mesma. Impressionante como não podemos prever o amanhã, impressionante a reviravolta do mundo, impressionante como tudo pode acontecer.

Lorena Sabino

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

Manoel Barros 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Foi você quem eu escolhi

foi você quem eu escolhi
para bagunçar a minha vida
para estragar os meus dias
converter os minutos em horas
as horas em infindáveis dias

foi você quem eu escolhi
para ser a minha insônia
a cafeína direto na veia
a paixão mais que perfeita
minha dor mais bonita

foi você quem eu escolhi
minha mulher insondável/indomável
a criatura mais cruelmente linda
para que nunca de ti me esqueça
quando não houver mais ferida

Rodrigo Tomé
http://rodrigotome.blogspot.com.br/

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Instante

Esse instante
Resume
O que não é
E o que nunca será
Insignificante
Com olhos fitos
No pensamento
E no horizonte
Mais próximo
Tudo está tão
Intacto
Bato palma
Canto alto
Que é pro
Instante não passar
Lembro de você
Como quero te ver
E te amar.

Lorena Sabino

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Dinheiro

Dinheiro
Dinheiro
A raiz de todos os males
E de quase todos os benefícios

Dinheiro na mão
É claro
É um vendaval

Só é necessário
Tê-lo
Para não tê-lo

O impulso
Eu quero
Não necessariamente
Eu preciso

Mas o que precisa-se
É de uma vida
E que seja boa
E que seja farta

Lorena Sabino, Goiânia, 08 de maio de 2014.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Como Jane Austen pode mudar sua vida

"Jane Austen acertou. Duplamente. Como literatura e como aviso. O amor não sobrevive aos ritmos da nossa modernidade. O amor exige tempo e conhecimento. Exige, no fundo, o tempo e o conhecimento que a vida moderna de hoje não permite e, mais, não tolera: se podemos satisfazer todas as nossas necessidades materiais com uma ida ao shopping do bairro, exigimos dos outros igual eficácia. Os seres humanos são apenas produtos que usamos (ou recusamos) de acordo com as mais básicas conveniências. Procuramos continuamente e desesperamos continuamente porque confundimos o efêmero com o permanente, o material com o espiritual. A nossa frustração em encontrar o "amor verdadeiro" é apenas um clichê que esconde o essencial: o amor não é um produto que se compra para combinar com os móveis da sala. É uma arte que se cultiva. Profundamente. Demoradamente."

João Pereira Coutinho - Colunista da FolhaOnline

Leia na íntegra:
 http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult2707u29.shtml