Não vivo de poesia, vivo a poesia.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os Sofistas para o Direito

Os Sofistas são um ponto de referência da antiga filosofia grega no que se diz respeito à oratória, à argumentação e ao discurso. Estavam constantemente em busca do saber e de novas técnicas do discurso para que todos pudessem acreditar ou aceitar aquilo que era dito por eles.
A verdade para eles é relativa, ou seja, o discurso era dado, agora se era verdade ou não, caberia a cada um concluir.
O operador do direito é como se fosse um sofista atualmente. Deve dominar as técnicas do discurso e da argumentação. E a verdade aqui também é relativa, pois aquilo que é dito em uma sustentação oral, por exemplo, não pode ser que seja necessariamente uma verdade, só tem que ser algo convincente, que ganhe a causa. O estudo dos sofistas é importante para o Direito.

-Breve relato.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Império

As luzes da cidade
São um império
Para Charlotte
A noite com suas
Luzes
Amarelas
Brilhantes
Mesmo que seu império esteja escuro
É iluminado por estas mesmas luzes
Olhando do alto
É como se tudo estivesse em suas mãos
É como se tivesse esse poder
Mas não se pode ter tudo
Sem abrir mão de nada
Ou seja, nunca se tem tudo
Para um império, para um legado
Algo é posto de lado
Charlotte,
Faça suas escolhas.

Lorena Sabino, Goiânia 23 de agosto de 2013.

Marcelita

Marcelita sonhou demais
Acabou perdendo
O elevador

Em questão de 1, 2, 3 minutos
Ou segundos
Perde-se
O ônibus
O bonde
O trem
A vida

Não que eu queira
Não que você queira
Um dia perdemos
No outro ganhamos

São as circunstâncias

No outro dia
Marcelita sonhou também
Mas não perdeu o elevador
Só realizou, só realizou.

Lorena Sabino, Goiânia 23 de agosto de 2013.

sábado, 29 de junho de 2013

A Chuva

A chuva nunca foi tão bem-vinda
Como agora
Olhando da janela
É como se lavasse a noite,
Depois de um dia exaustivo...
Lave, chuva, lave
Essas compressas de aço,
Feitas sabe lá como, e com
Quais sentimentos...
Lave essas pessoas,

Lave essas almas, que
Desorientadamente, correm de ti.

Lorena Sabino

E Agora



E agora?
Você era lembrado todo dia
Por aquele clichê
Com as mesmas palavras
Até a mesma piada
Mas mesmo assim
Você não conseguia dizer
O que tinha pra dizer
E acabou deixando a chance passar
Você perdeu
Aposto todas minhas fichas
Que você queria voltar no passado
Tarde demais
Ou não?
Roda a roda do seu futuro
Está em suas mãos
Sempre esteve
Mas deixou passar
E agora?

Lorena Sabino

Pressa


Ando tão rapidamente
Como se estivesse com o coração
Na mão
Ando correndo
Com pressa
Mas pressa do quê?
Ando atônito
Terrivelmente
Impaciente
Ambição, ambição
Afogada todos os dias
Nas mesmas águas
A pressa, definitivamente,
Inimiga da perfeição
Antipatia da espera
Infeliz na decisão.


Lorena Sabino

Sede


O coração sequioso
Incessante espírito
Insolente alma
Insensato
Sabor
Com
Dor

O coração valoroso
Incessante amor
Nunca frio
Mas com
Ardor
Calor


Lorena Sabino

Na Vitrine



De repente
A poesia se oculta
Em uma inexpressão
Em um momento que foi inoportuno
Você quis que ela se aflorasse
Que nascesse sobre uma rocha
Mas este momento ficou em uma vitrine
Eu só podia ver de longe
Não podia ouvir
Nem sentir
Pareceu com algo muito caro
Que nunca sairia dali
Como se você fosse um boneco
Imperceptível à minha poesia.

Lorena Sabino