Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.
Simpatia- são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
Eque se abraçam por fim.
São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.
Simpatia- meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d' agosto,
É o que m'inspira teu rosto...
-Simpatia- é- quase amor!
Indaiaçu-1857...(Casimiro de Abreu)
Nostálgico, lírico e dono de uma poesia extremamente musical.
Não vivo de poesia, vivo a poesia.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Peça Teatral
Oh! Que vida tirana
Oh! Que destino cruel
Lá se foi da vida a paz
E o doce mel
Vidas influenciadas
Por companhias de má sorte
Que sem pensar nas consequências
Tudo virou luto e morte
O que era prazeroso e envolvente
Tornou-se perigoso e fatal
Não queiram compartilhar comigo
Esta felicidade mortal
Agora, o que sobrou?
A aflição estampada no rosto
O pranto de quem já não acha solução
Para um eterno desgosto
Não pense que um dia
Isso possa te ajudar
Pois só te traz tristezas
Nunca queira experimentar.
Oh! Que destino cruel
Lá se foi da vida a paz
E o doce mel
Vidas influenciadas
Por companhias de má sorte
Que sem pensar nas consequências
Tudo virou luto e morte
O que era prazeroso e envolvente
Tornou-se perigoso e fatal
Não queiram compartilhar comigo
Esta felicidade mortal
Agora, o que sobrou?
A aflição estampada no rosto
O pranto de quem já não acha solução
Para um eterno desgosto
Não pense que um dia
Isso possa te ajudar
Pois só te traz tristezas
Nunca queira experimentar.
domingo, 29 de agosto de 2010
Caminho das chuvas
E a chuva lá fora me contava seus segredos.
Dizia-me:
Os meus caminhos nunca foram os melhores
Eu percorri os lugares assolados desta terra
E vi as lágrimas servirem de alimento
Eu vi que o pobre sofre, e ninguém percebe
Vi que o rico lamenta e também pergunta o porquê
Mas acima de todas essas coisas
Vi a esperança,
E vi que esta não existe sem Aquele
Aquele que proporcionou a vida a todos
Nunca estamos completamente perdidos
Quando temos em quem confiar
Mas por todas as minhas trajetórias
Vi que tudo passa
E aqui, nada permanece para sempre.
Dizia-me:
Os meus caminhos nunca foram os melhores
Eu percorri os lugares assolados desta terra
E vi as lágrimas servirem de alimento
Eu vi que o pobre sofre, e ninguém percebe
Vi que o rico lamenta e também pergunta o porquê
Mas acima de todas essas coisas
Vi a esperança,
E vi que esta não existe sem Aquele
Aquele que proporcionou a vida a todos
Nunca estamos completamente perdidos
Quando temos em quem confiar
Mas por todas as minhas trajetórias
Vi que tudo passa
E aqui, nada permanece para sempre.
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