Sempre sozinho,
Mas nunca infeliz
Talvez você não foi
Aquela criança
Que tinha um pai pra ti dizer siga em frente
Ou uma mãe que te acordasse nas manhãs
Talvez naquela tarde de agosto,
Aos seus cinco anos de idade,
Você não foi presenteado com uma bicicleta
E isso te fez chorar
Se não fizeram isso por você
Você mesmo pode fazer por alguém
Digo com toda certeza
Que não existe uma alma mais completa
Do que aquela que faz algo pelo próximo
Pois fazendo isso, fará também
Por si próprio.
Lorena Sabino
Goiânia 24 de junho de 2013.
Não vivo de poesia, vivo a poesia.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
The Sun
Quando o sol
Bate na onda
E a onda bate na areia
Quando o sol
Cintila meu rosto
Bate na onda
E a onda bate na areia
Quando o sol
Cintila meu rosto
E abro um sorriso
Um sorriso de sereia
Quando o sol
Empurra a maré
E ela vem ao meu encontro
Como fico feliz
Como fico fagueira...
Lorena Sabino
Um sorriso de sereia
Quando o sol
Empurra a maré
E ela vem ao meu encontro
Como fico feliz
Como fico fagueira...
Lorena Sabino
Castelo de Ruínas
Descendo a escadaria
Do meu castelo de ruínas
Vi uma torrente de luz
Ao fim do corredor
Fui chegando de mansinho
E ao olhar para os céus
Do meu castelo de ruínas
Vi uma torrente de luz
Ao fim do corredor
Fui chegando de mansinho
E ao olhar para os céus
Senti o vento em meus cabelos
E uma brisa úmida
Fixamente com os olhos no céu
Várias nuvens acobertavam o sol
Subitamente, algo molhava minha face
Simplesmente agradeci aos céus
E ao sair cantando,
Os céus me responderam com um trovão.
Lorena Sabino
E uma brisa úmida
Fixamente com os olhos no céu
Várias nuvens acobertavam o sol
Subitamente, algo molhava minha face
Simplesmente agradeci aos céus
E ao sair cantando,
Os céus me responderam com um trovão.
Lorena Sabino
sábado, 30 de junho de 2012
A Miséria do Ter
Eu só tinha em minhas mãos
um pedaço de pão
um pedaço de pão
Eu só tinha em meus pés
a poeira e o chão
Eu só tinha em meus olhos
as lágrimas da insatisfação
as lágrimas da insatisfação
Eu só tinha em meu corpo
a única roupa então...
Mas eu tinha
na minha mente
na minha alma
a eterna convicção de que,
mesmo não tendo nada,
eu poderia ter um coração
a eterna chama da inspiração
reflexão e da
reflexão e da
ação.
Lorena Sabino
Lorena Sabino
Uma Fresta de Luz
Ontem pela noite vi uma fresta de luz,
Lorena Sabino

entre a porta e o chão,
foi um flash na escuridão,
foi um flash na minha visão,
foi um flash na escuridão,
foi um flash na minha visão,
foi um flash na minha intuição,
na minha intenção, na minha sensação e no meu
Coração...
na minha intenção, na minha sensação e no meu
Coração...
Lorena Sabino

sábado, 21 de abril de 2012
Nostalgia
E aquele mesmo sentimento me assola...
A saudade do que não é o agora,
meu passado que não existiu,
mas de mim não vai embora...
Aquele lugar, o mesmo lugar,
que de longe me acena,
que em meus sonhos se realiza,
que em um passado ou em um futuro,
se concretiza...
Autoria: Priscila Ramos, Lorena Sabino
Pintura: George Hyde - Pownall -
A saudade do que não é o agora,
meu passado que não existiu,
mas de mim não vai embora...
Aquele lugar, o mesmo lugar,
que de longe me acena,
que em meus sonhos se realiza,
que em um passado ou em um futuro,
se concretiza...
Autoria: Priscila Ramos, Lorena Sabino
Pintura: George Hyde - Pownall -
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Jack and Rose
Quando te vi chegar ali,
Perto de se jogar,
Perto de se perder,
Meu coração, naquele momento,
Gritou-me a não te perder,
Mesmo não a tendo em meus braços,
Já lhe tinha em meu coração.
Quando lhe puxei então,
Foi como lhe ter por inteiro.
Perto de se jogar,
Perto de se perder,
Meu coração, naquele momento,
Gritou-me a não te perder,
Mesmo não a tendo em meus braços,
Já lhe tinha em meu coração.
Quando lhe puxei então,
Foi como lhe ter por inteiro.
sábado, 24 de março de 2012
Os Prazeres
O primeiro olhar da janela de manhã
A pracinha
Os banquinhos
A palmeira oscilante
O vento úmido e fresco
As pessoas
Os carros
A estátua
O jornal
A velha música
O olhar de dentro
A pracinha
Os banquinhos
A palmeira oscilante
O vento úmido e fresco
As pessoas
Os carros
A estátua
O jornal
A velha música
O olhar de dentro
O olhar de fora
Do pensamento.
Inspiração: Bertolt Brecht (Prazeres).
Imagem: Henri Matisse.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Na caminhada
Na caminhada,
Você olha para um lado, uma cadeira,
Você senta...
Você olha para um lado, uma cadeira,
Você senta...
Escuta uma música de longe,
Começa a refletir,
Começa a refletir,
Era seu destino parar ali e refletir?
Era necessário parar na caminhada?
Era necessário parar na caminhada?
Na caminhada da vida,
Na caminhada dos sonhos...
Ela caminhava, mas não sabia direito para onde,
A cada dia que se passava,
A cada dia que se passava,
A rotina se tornava mais monótona,
Se não fosse por aquela caminhada,
Por aquela cadeira,
Por aquela música de longe,
Talvez ela não tivesse percebido
A incongruência de sua trajetória,
Com a sua própria vida,
Aquilo que estava tão próximo,
E que, por alguma razão, não era enxergado.
Por alguma razão ou emoção.
Sim, às vezes é necessário parar na caminhada,
Depois da incessante rotina,
E se perguntar, e refletir, sempre,
Se você está cooperando pela sua felicidade.
Lorena Sabino
Lorena Sabino
quinta-feira, 1 de março de 2012
Passou
O trem passou,
O ônibus passou,
Você perdeu as chances de ir para casa?
Não, só analisei que o ficar é necessário.
sábado, 26 de novembro de 2011
O sol raiou
O sol raiou
O dia clareou
Todo mundo despertou
A festa começou
A música rolou
Muita gente se alegrou
O entardecer chegou
O som aumentou
A comida não cessou...
Na madrugada que se passou
Depois de tudo o que se fartou
O frio não consolou
Pois o fogo se soprou
O som acabou
Tudo se calou
E a luz se apagou.
Lorena Sabino
O dia clareou
Todo mundo despertou
A festa começou
A música rolou
Muita gente se alegrou
O entardecer chegou
O som aumentou
A comida não cessou...
Na madrugada que se passou
Depois de tudo o que se fartou
O frio não consolou
Pois o fogo se soprou
O som acabou
Tudo se calou
E a luz se apagou.
Lorena Sabino
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Brasil
Meu Brasil,
Por muito tempo o teu povo foi
Por muito tempo o teu povo foi
Humilhado, injustiçado
Por muito tempo,
A vozes se calaram,
Inertes, inúteis
Conquistar a liberdade,
Meu Brasil, foi um ato de coragem,
Louvável...
O tempo passou, e olha só todos nós aqui,
Frutos de gerações
Engrandeço-te,
Dignifico-te,
Parabenizo-te,
Pois tu és minha pátria,Por muito tempo,
A vozes se calaram,
Inertes, inúteis
Conquistar a liberdade,
Meu Brasil, foi um ato de coragem,
Louvável...
O tempo passou, e olha só todos nós aqui,
Frutos de gerações
Engrandeço-te,
Dignifico-te,
Parabenizo-te,
Minha pátria querida,
Pois tu és a terra na qual os meus sonhos
Hão de se realizar!
Lorena Sabino
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Em vão
Dissestes a mim,
Isso não tem solução,
Estais lutando em vão.
Talvez a incógnita seja certa,
Mas uma boa intenção
Jamais será em vão.
Lorena Sabino
Isso não tem solução,
Estais lutando em vão.
Talvez a incógnita seja certa,
Mas uma boa intenção
Jamais será em vão.
Lorena Sabino
domingo, 15 de maio de 2011
Borboletas
Mirabolantes e entusiasmadas borboletas,
Voas como se libertásseis
Voas tão esplêndidas e rápidas
Como se o amor estivésseis a encontrar
Por que vais assim tão confiante desse amor?
E se não for certo?
E se não for de verdade?
O que te restará além de lamentações?
Querida poetiza, se não for confiante ao meu amor,
A o que mais poderei ser?
Se não busco pela força maior que me traz vida,
A o que mais poderei buscar?
Lorena Sabino
Voas como se libertásseis
Voas tão esplêndidas e rápidas
Como se o amor estivésseis a encontrar
Por que vais assim tão confiante desse amor?
E se não for certo?
E se não for de verdade?
O que te restará além de lamentações?
Querida poetiza, se não for confiante ao meu amor,
A o que mais poderei ser?
Se não busco pela força maior que me traz vida,
A o que mais poderei buscar?
Lorena Sabino
quinta-feira, 3 de março de 2011
Direito X Justiça
Hoje como qualquer outro dia, na faculdade. Mas na última aula, uma reflexão: Direito e Justiça.
Qual a diferença entre direito e justiça?
Seria tolice perguntar, se ambas são diferentes,
ou seria inteligente perguntar, pois ambas se relacionam?
O direito tem inúmeros significados, resumindo, direito é um conjunto de leis em geral para colocar ordem na sociedade, mostrando assim quais os direitos e quais os deveres de cada um.
A justiça é a virtude de dar a cada um aquilo que é seu (concepção de Santo Agostinho e Tomás de Aquino). A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.
Então o direito não existe sem a justiça, ou seria o contrário. Os dois termos andam juntos.
A justiça é o subjetivo e o abstrato do direito. Numa interpretação de um crime, por exemplo, o direito (lei, norma) permanece intacto, enquanto a justiça pode ser alcançada por vários ângulos.
Então o direito não existe sem a justiça, ou seria o contrário. Os dois termos andam juntos.
A justiça é o subjetivo e o abstrato do direito. Numa interpretação de um crime, por exemplo, o direito (lei, norma) permanece intacto, enquanto a justiça pode ser alcançada por vários ângulos.
A justiça sustenta numa das mãos a balança com que pesa o direito,
enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende.
A espada sem a balança é a força bruta,
a balança sem a espada, a impotência do direito.
a balança sem a espada, a impotência do direito.
Uma completa a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode
existir quando a justiça sabe brandir a espada com
a mesma habilidade com que manipula a balança.
Bom, não sei se o texto de Ihering -A Luta Pelo Direito- resolveu. Mas ficou claro que a justiça é que sustenta o direito, e o fim do Direito é a justiça, o que nos traz a teoria, posto que na prática há controvérsias.
Vale lembrar que levando em consideração grandes filósofos como Aristóteles, Platão, Sócrates, Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Kant, Rawls, etc, cada um aborda um conceito sobre justiça. Alguns pegam ideias dos mais antigos, mas sempre formam seus conceitos com algo a mais. É importante, no entendimento da justiça, saber qual o conceito que cada um tem.
Vale lembrar que levando em consideração grandes filósofos como Aristóteles, Platão, Sócrates, Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Kant, Rawls, etc, cada um aborda um conceito sobre justiça. Alguns pegam ideias dos mais antigos, mas sempre formam seus conceitos com algo a mais. É importante, no entendimento da justiça, saber qual o conceito que cada um tem.
sabino.lorena@hotmail.com
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