Não vivo de poesia, vivo a poesia.

sábado, 30 de junho de 2012

A Miséria do Ter

Eu só tinha em minhas mãos
um pedaço de pão
Eu só tinha em meus pés
a poeira e o chão
Eu só tinha em meus olhos
as lágrimas da insatisfação
Eu só tinha em meu corpo
a única roupa então...

Mas eu tinha
na minha mente
na minha alma
a eterna convicção de que,
mesmo não tendo nada,
eu poderia ter um coração
a eterna chama da inspiração
reflexão e da 
ação.

Lorena Sabino

 

Uma Fresta de Luz

Ontem pela noite vi uma fresta de luz,
entre a porta e o chão,
foi um flash na escuridão,
foi um flash na minha visão,
foi um flash na minha intuição,
na minha intenção, na minha sensação e no meu
Coração...

Lorena Sabino



sábado, 21 de abril de 2012

Nostalgia

E aquele mesmo sentimento me assola...
A saudade do que não é o agora, 
meu passado que não existiu,
mas de mim não vai embora...

Aquele lugar, o mesmo lugar, 

que de longe me acena, 
que em meus sonhos se realiza, 
que em um passado ou em um futuro, 
se concretiza...


Autoria: Priscila Ramos, Lorena Sabino




Pintura: George Hyde - Pownall -

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Jack and Rose

Quando te vi chegar ali,
Perto de se jogar,
Perto de se perder,
Meu coração, naquele momento,
Gritou-me a não te perder,
Mesmo não a tendo em meus braços,
Já lhe tinha em meu coração.
Quando lhe puxei então,
Foi como lhe ter por inteiro.


sábado, 24 de março de 2012

Os Prazeres

O primeiro olhar da janela de manhã
A pracinha 
Os banquinhos
A palmeira oscilante
O vento úmido e fresco 
As pessoas
Os carros
A estátua
O jornal
A velha música
O olhar de dentro
O olhar de fora
Do pensamento.

















 

Inspiração: Bertolt Brecht (Prazeres). 
Imagem: Henri Matisse.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Na caminhada

Na caminhada,
Você olha para um lado, uma cadeira,
Você senta...
Escuta uma música de longe,
Começa a refletir,
Era seu destino parar ali e refletir?
Era necessário parar na caminhada?
Na caminhada da vida,
Na caminhada dos sonhos...
Ela caminhava, mas não sabia direito para onde,
A cada dia que se passava, 
A rotina se tornava mais monótona,
Se não fosse por aquela caminhada, 
Por aquela cadeira,
Por aquela música de longe,
Talvez ela não tivesse percebido
A incongruência de sua trajetória,
Com a sua própria vida,
Aquilo que estava tão próximo,
E que, por alguma razão, não era enxergado.
Por alguma razão ou emoção.
Sim, às vezes é necessário parar na caminhada,
Depois da incessante rotina, 
E se perguntar, e refletir, sempre,
Se você está cooperando pela sua felicidade.

Lorena Sabino




quinta-feira, 1 de março de 2012

Passou

O trem passou,


O ônibus passou,


Você perdeu as chances de ir para casa?

Não, só analisei que o ficar é necessário.





 








sábado, 26 de novembro de 2011

O sol raiou

O sol raiou
O dia clareou
Todo mundo despertou
A festa começou
A música rolou
Muita gente se alegrou
O entardecer chegou
O som aumentou
A comida não cessou...
Na madrugada que se passou
Depois de tudo o que se fartou
O frio não consolou
Pois o fogo se soprou
O som acabou
Tudo se calou
E a luz se apagou.  


Lorena Sabino

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Brasil

Meu Brasil,
Por muito tempo o teu povo foi
Humilhado, injustiçado
Por muito tempo,
A vozes se calaram,
Inertes, inúteis
Conquistar a liberdade,
Meu Brasil, foi um ato de coragem,
Louvável...
O tempo passou, e olha só todos nós aqui,
Frutos de gerações
Engrandeço-te,
Dignifico-te,
Parabenizo-te,
Pois tu és minha pátria,
Minha pátria querida,
Pois tu és a terra na qual os meus sonhos
Hão de se realizar!

Lorena Sabino

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Em vão

Dissestes a mim,
Isso não tem solução,
Estais lutando em vão.


Talvez a incógnita seja certa,
Mas uma boa intenção
Jamais será em vão.


Lorena Sabino

domingo, 15 de maio de 2011

Borboletas

Mirabolantes e entusiasmadas borboletas,
Voas como se libertásseis
Voas tão esplêndidas e rápidas
Como se o amor estivésseis a encontrar


Por que vais assim tão confiante desse amor?
E se não for certo?
E se não for de verdade?
O que te restará além de lamentações?

Querida poetiza, se não for confiante ao meu amor,
A o que mais poderei ser?
Se não busco pela força maior que me traz vida,
A o que mais poderei buscar?

Lorena Sabino


quinta-feira, 3 de março de 2011

Direito X Justiça

Hoje como qualquer outro dia, na faculdade. Mas na última aula, uma reflexão: Direito e Justiça.

Qual a diferença entre direito e justiça?
Seria tolice perguntar, se ambas são diferentes,
ou seria inteligente perguntar, pois ambas se relacionam?

O direito tem inúmeros significados, resumindo, direito é um conjunto de  leis em geral para colocar ordem na sociedade, mostrando assim quais os direitos e quais os deveres de cada um.

A justiça é a virtude de dar a cada um aquilo que é seu (concepção de Santo Agostinho e Tomás de Aquino). A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.

Então o direito não existe sem a justiça, ou seria o contrário. Os dois termos andam juntos.

A justiça é o subjetivo e o abstrato do direito. Numa interpretação de um crime, por exemplo, o direito (lei, norma) permanece intacto, enquanto a justiça pode ser alcançada por vários ângulos.

A justiça sustenta  numa das mãos a balança com que pesa o direito,
enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende.
A espada sem a balança é a força bruta,
a balança sem a espada, a impotência do direito.
Uma completa a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode
existir quando a justiça sabe brandir a espada com
a mesma habilidade com que manipula a balança.

Bom, não sei se o texto de Ihering -A Luta Pelo Direito- resolveu. Mas ficou claro que a justiça é que sustenta o direito, e o fim do Direito é a justiça, o que nos traz a teoria, posto que na prática há controvérsias.  

Vale lembrar que levando em consideração grandes filósofos como Aristóteles, Platão, Sócrates, Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Kant, Rawls, etc, cada um aborda um conceito sobre justiça. Alguns pegam ideias dos mais antigos, mas sempre formam seus conceitos com algo a mais. É importante, no entendimento da justiça, saber qual o conceito que cada um tem. 



sabino.lorena@hotmail.com

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Luta Pelo Direito

" O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta".

" A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos indivíduos".

" Por mais elevadas que sejam as qualidades de um povo, se ele não tiver força moral, energia e perseverança, jamais o direito poderá prosperar".

" Todas as grandes conquistas da história do direito, como a abolição da escravatura e da servidão, a livre aquisição da propriedade territorial, a liberdade de profissão e de consciência, só puderam ser alcançadas através de séculos de lutas intensas e ininterruptas. O caminho percorrido pelo direito em busca de tais conquistas muitas vezes está assinalado por torrentes de sangue, sempre pelos direitos subjetivos e pisoteados. É que "o direito é o Saturno que devora seus próprios filhos"; só se rejuvenesce eliminado o próprio passado."

" Aquilo que existe deve ceder ao novo, pois
tudo que nasce
há de perecer".

" É justamente a circunstância de que o direito não está ao alcance dos povos sem esforço; de que estes tem de lutar, combater e derramar seu sangue para conquistá-lo".

" E se Deus ama um povo, não lhe presenteia com aquilo de que precisa, nem lhe facilita o trabalho de alcançá-lo, mas torna-o mais difícil. Por isso mesmo, não hesito em afirmar que a luta necessária ao nascimento do direito não é uma maldição, mas uma bênção".


                                                                                          A luta pelo direito - por: Ihering, Rudolf von.

Fronteiras

Pensei em um lugar
Que você pudesse rir
Sem que as pessoas
Pudessem te julgar mal

Pensei em um lugar
Onde você pudesse
Pegar um livro
E sair correndo

Pensei que a vida
Fosse sinônimo de liberdade
Mas nascer significa
Sujeitar-se aos padrões
Significa limite
E quem me dera, 
Liberdade de ação.



Machado de Assis

"Sonharás uns amores de romance,
quase impossíveis. Digo-lhe que
faz mal, que é melhor contentar-se
com a realidade; se ela não é brilhante como
os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir."